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Falamos com o Jornal do Comércio sobre Mídias Sociais

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Tangerina no Jornal do Comércio

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Deu no O Globo!

No dia 14 de junho, sexta-feira,  O Globo amanheceu com gostinho de caju. Ia ser complicado fazer uma matéria sobre o crescimento das start ups no Rio sem falar da gente. Confira!

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Vida nova, nova Casa

Mudamos… e não foi só de endereço. Mudamos para um lugar que reflete a transformação de dentro para fora que ocorreu nos últimos anos na Tangerina, onde começamos a privilegiar a estratégia e o design com propósito. Mas nunca mudamos nosso espírito e a forma como enxergamos a vida. O novo espaço, o nosso “cantinho”, é a síntese do jeito de olhar o mundo, os negócios e, principalmente, as pessoas.

A casa não é apenas um lugar para trabalhar, ela nos inspira e queremos compartilhá-la com você. Não precisa de convite, não precisa de hora marcada. Ela está de portas mais do que abertas.

Venha respirar com a gente. Estamos te esperando.

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Dia do Trabalho: o consumo e o design

Já se passou mais de um século desde a reunião da Segunda Internacional Socialista que instituiu o dia 1º de Maio como o Dia Mundial do Trabalho, em homenagem a luta de milhares de trabalhadores que foram às ruas de Chicago reivindicar melhores condições de trabalho e também a memória daqueles que perderam suas vidas no confronto com a polícia local.

O 1º de Maio é o único feriado comemorado no mundo inteiro e que não possui caráter religioso, político ou militar. Um reflexo sobre a importância e influência do trabalho em todas as sociedades e em todos modelos econômicos.

Mas o que era para ser um momento de reflexão, por vezes, se esvazia nas oportunidades de lazer e entretenimento, no repouso e nos momentos de confraternização com a família e amigos. Contudo, no momento atual da economia mundial, o Dia do Trabalho assume novamente seu papel de crítica e meditação profunda a respeito do modelo – ou de uma nova proposta de modelo – do mundo. Debate que passa, obrigatoriamente, pela questão do consumo.

Não é novidade para ninguém que a nosso modelo econômico e nossa sociedade está ancorada no consumo, que reduziu o papel dos trabalhadores, que um dia foram indivíduos, a redundância de produzir para consumir. Inclusive consumir produtos ou serviços com severas restrições e dúvidas sobre sua necessidade e utilidade. A equação é simples: se as pessoas não compram a economia não cresce.

Esta lógica domina a nossa sociedade e a empurra para uma economia de crescimento contínuo. Crescer não por necessidade, mas crescer por crescer. Se assumirmos como verdade que é inerente ao homem o desejo de crescer para se perpetuar, uma lei clássica da natureza, então, por analogia, sabemos que a única célula que cresce por crescer sem propósito é a cancerígena.

Nesta dinâmica os designers foram “convidados”, junto com engenheiros, gestores, marketeiros,…, a adotar valores e objetivos que sustentassem a economia de consumo. Porém, a última grande crise econômica mostrou que este modelo está em xeque, encurralado em sua esquizofrenia do crescimento a qualquer custo e na “descoberta” que ele é finito.

Se partimos da premissa que a administração enquanto ciência não é exata, nem tão pouco possui leis deterministas ou eternas; se considerarmos que a “tecnologia” da gestão – no sentido de conjunto de técnicas e métodos específicos de uma ciência – é resultado da evolução de um pensamento, primordialmente, ocorrida no primeiro quartil do século XX; e se estamos diante de novos desafios produzidos por um mundo cada vez mais complexo e veloz, podemos claramente vislumbrar que há um hiato entre a nova realidade que a gestão se defronta e a própria forma como ela lida com essa realidade. Ou seja, ao mergulhamos no século XXI é temerário considerar que a tecnologia da gestão, que nos atendeu em uma realidade sensivelmente diferente, possa servir aos propósitos que as atuais novas dinâmicas e lógicas impõem à gestão.

Não há pensamento sem paradigmas e se vamos criticar modelos precisamos propor alternativas factíveis que sejam capazes de unir inovação, estratégia e gestão em um coro uníssono. Um discurso em especial chama a atenção, o do Design Thinking, uma metodologia emergente cujo o conceito está intimamente ligado a uma forma de pensar que desloca o olhar tradicional analítico, sem abandoná-lo, para o foco na empatia, na experimentação e na colaboração.

As ideias sugeridas acima possuem implicações importantes na inovação da gestão. A proposta é de criar um diálogo através do auxílio de pontes de conhecimento entre diversas áreas de conhecimento com o objetivo de criarmos novos modelos de negócio. Não estamos aqui tentando descobrir se usamos um ou outro pensamento, mas sim queremos mostrar a força dos recursos que um com outro são capazes de gerar para atender os novos anseios de uma sociedade que, esperamos, foi um dia de consumo. Portanto, precisamos alinhar os modelos de negócios, as estratégias corporativas e as expectativa de resultados sustentáveis nesta nova realidade.

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Um pouco de filosofia, design e negócios

“Mentes são como paraquedas, só funcionam abertas.”

Um dos ramos da filosofia que mais cresceu no último século foi a filosofia da ciência e isso se deve aos avanços científicos. A grosso modo, desde Aristóteles, a filosofia da ciência propõe reflexões sobre a ciência e não sobre as questões científicas, papel este que é desempenhado pelos próprios cientistas.

Dentre as reflexões, a filosofia da ciência procura saber até que ponto a boa justificativa é capaz de nos fazer acreditar na realidade de fenômenos que não são observados. Ou seja, algumas teorias são chanceladas como verdadeiras a partir de alguma evidência e quanto mais “forte” – no sentido de bem justificada – essa evidência é, mais racional a é a teoria.

Se partimos dessa premissa vamos nos deparar com a força dos silogismos e com o raciocínio indutivo enquanto suporte e validação de suposições. Um bom exemplo é a suposição que o Sol nascerá amanhã porque ele nasce todos os dias. Essa suposição é verdadeira por ser absoluta e válida até o dia que isto não ocorrer mais. Porém, algumas suposições são relativas e podem ser baseadas em uma falsa premissa. Um bom exemplo é a velha piada:

Deus é amor.
O amor é cego.
Steve Wonder é cego.
Logo, Steve Wonder é Deus.

Disseram-me que eu sou ninguém.
Ninguém é perfeito.
Logo, eu sou perfeito.
Mas só Deus é perfeito.
Portanto, eu sou Deus.
Se Steve Wonder é Deus, eu sou Steve Wonder.
Deus, eu estou cego.

Estamos diante de uma questão, no mínimo, intrigante: quando usamos o absolutismo em situações relativas distorcemos as conclusões que são produtos de premissas falsas ao ponto de afirmar que estou cego. Quando relativizamos uma questão absoluta podemos sempre colocar em dúvida qualquer coisa, inclusive se o Sol nascerá amanhã. Contudo, não há nada de errado quando colocamos as coisas em seus devidos lugares. Sermos absolutos em questões absolutas ou relativizarmos quando precisamos ser relativos.

Os filósofos iluministas do século XVIII marginalizaram a emoção quando argumentaram que, para adquirir conhecimento, é necessário o uso de processos rigorosos de raciocínio lógico ancorados em evidências empíricas. David Hume afirmou que é preciso erradicar os sentimentos do processo lógico porque distorcem a verdade. Para Hume tomamos muitas verdades mesmo apoiadas em observações ou suposições que não fornecem de fato qualquer confirmação. Afinal, o que seria de um bom número de ciências que estão aparadas na incerteza ou em probabilidades. Se Hume tiver razão, o passado não fornece qualquer espécie de pista para o que acontecerá no futuro, ou seja, “resultados passados não garantem sucessos futuros”.

Por estar contida neste cenário, a administração está diante do desafio de entender que neste novo mundo, complexo e que se transforma diariamente, ferramentas tradicionais de gestão não mais atendem e não dão conta das novas demandas gerenciais, ainda mais quando estas demandas se traduzem em ações mais estratégicas do que técnicas.

Gary Hamel afirma que “como o motor a gasolina, o nosso modelo de gestão da era industrial está a enfraquecer e poderá chegar ao limite do seu aperfeiçoamento”. A melhor saída? Sem dúvida, tomar para si a construção da sua história, assumir o papel de senhor do seu destino. Não é fácil, mas o retorno é muito maior.

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Por que um ou outro? Que tal um com outro?

Revisitando alguns artigos em nossa biblioteca, encontramos um, publicado na Época Negócios, que acaba refletindo um dilema que nos deparamos sempre quando estamos nas conversas iniciais com nossos clientes e parceiros. Vale a leitura.

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A disputa entre o general e o designer: Especialistas divergem sobre qual é o melhor caminho para administrar uma empresa

Para o especialista em inovação Bruce Nussbaum, o moderno CEO deve ter a mente de um designer – e Steve Jobs é o modelo do novo paradigma. Para o guru da administração Gary Hamel, não é nada disso: o novo presidente de empresa deverá cada vez mais desenvolver um raciocínio voltado para a tática e a estratégia. Sun Tzu, o mestre da arte da guerra, é o modelo. Quem ganha a batalha?

As idéias dos dois pensadores foram expostas recentemente em palestras. Hamel proferiu a sua em Harvard. Nussbaum, no Royal College of Art, de Londres. Para Hamel, a inovação está sendo buscada nos lugares que menos favorecem a vantagem competitiva de longo prazo – nos métodos de operação e inovação de produto. “Quando analisamos 700 anos de história dos conflitos militares”, diz, “nos damos conta de que a vantagem de performance duradoura nasceu sempre da inovação na administração de recursos”. Para ele, o administrador do século 20 está defasado para as demandas do século 21. A principal missão da nova gestão será regularizar o irregular. “Vivemos num mundo cada vez mais irregular, com funcionários irregulares, produtos e lucros irregulares”, diz. A palavra-chave será “adaptabilidade”. Para aplicá-la aos negócios será preciso estudar exemplos fora do mundo corporativo, como o funcionamento da vida cotidiana, das grandes metrópoles e das democracias, na essência pouco administráveis. “Guerrear conforme o terreno era um dos conselhos de Sun Tzu”, afirma Hamel.

Em Londres, Nussbaum, lembrando Peter Drucker, salientou o papel do design como fomentador do pensamento administrativo. “A metodologia do design merece ser aplicada nos processos da empresa”, afirma. No mercado global, ser capaz de entender o consumidor, fazer protótipos de novos produtos, serviços e experiências é a melhor metodologia administrativa. “É por isso que digo que os CEOs devem ter a mente de um designer. Pense no iPhone. Seria produzido numa empresa não presidida por um visionário como Jobs?” Quem vence a parada, o estrategista ou o designer? Uma mistura dos dois, provavelmente.

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O excelente documentário “Design the new business” – arrume 40 minutos na sua agenda para assistí-lo –  mostra que estamos em um momento único e, como disse Karl Marx em seu “O 18 Brumário“, o período em que vivemos é propício para a revolução. Apesar do documentário, em alguns momentos, servir de instrumento de “propaganda” para o design thinking, podemos extrair algumas considerações interessantes, como a de Alexander Osterwalder que afirma que o grande erro das corporações está em tentar criar novos modelos de negócio usando lógicas e ferramentas de modelos que estão com seu prazo de validade vencidos.

Então por que os gestores insistem em trajetórias lineares (mais um bom momento do documentário)? Por que precisamos ser o general ou o designer? O final do artigo já aponta uma direção que acreditamos ser a tendência no que tange a gestão de empresas. Um caminho que não é feito pela dicotomia proposta no título do artigo, mas sim na convergência de ambos. Esta proposta dá mais trabalho? Sim. Garante resultados? Talvez não, porém amplia as oportunidades neste mundo “irregular” e consegue traduzir as necessidades desejáveis e as incógnitas dos usuários nos serviços e produtos de hoje. Por esse resultado vale correr o risco.

O que não podemos é perder este momento, como Marx perdeu o seu…

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Evidências

Não há omelete sem ovos e sem quebrá-los.

Muitos gestores querem certezas, mas esquecem que precisamos, primeiramente, investigar. Então antes de encontrarmos as respostas, temos que fazer as perguntas certas.

Neste trecho, House discute com sua equipe e com sua superior sobre a inexistência de certezas e luta para realizar um teste, o único jeito de transformar as suas suposições em respostas.

Em muitas oportunidades só vamos encontrar o que estamos procurando se “abrirmos a cabeça” da empresa, mesmo que os gestores relutem e acreditem apenas em métodos tradicionais e convencionais. E ainda querem resultados diferentes fazendo as coisas da mesma forma.

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O Egotrip

Egotrip: o termo quer dizer “viagem ao ego”, coisa que os hippies, os usuários de ácido, gostavam muito de fazer nos anos 70. Mas é incrível como essa palavra, a Egotrip, embora seja pouca usada, cai muito bem nos dias de hoje. Um tempo em que legal é falar de mim, mostrar tudo sobre mim, fazer o mundo saber de mim, eu, eu mesmo e antes que eu me esqueça: eu.

Alguém está contando uma história ou começando um assunto e o egotripper entra como exemplo: “ah, comigo aconteceu assim”. E o resto da turma fica ali ouvindo chateado, aborrecida. Se o egotripper é um amigão do peito os outros até respeitam: “deixa o cara falar, vai, vai que ele está precisando de atenção”. Se é um superior hierárquico no trabalho então é melhor ficar quieto, fazer aquela cara de paisagem.

Mas a egotrip é um pesadelo. Não se pode comentar nada que o dono absoluto da verdade e do conhecimento se manifesta, não para dar sua opinião, mas para dizer o que é. Não tem possibilidade de rebater o Mister ou a Miss Egotrip porque, em geral, eles gozam de uma tremenda falta de flexibilidade. Não se curvam a ninguém, jamais consideram a opinião dos outros como algo relevante e diante de uma discussão eles não ponderam: falam. E para quem não gosta eles ainda dão de ombro e dizem: “olha, antes que eu me esqueça, se joga ali no sinal vermelho, quem sabe um caminhão passa em cima”.

Mas vamos aliviar, o egotripper não é tão mal assim. Eles está mais para burro e cego. Não consegue perceber que ao ouvir ele pode aprender, que ao enxergar pode perceber algo além daquilo que ele já viu até agora. Mas como a viagem ao centro do seu ego não deixa, ele continua ali no cárcere do mundo de um só, conjugando a vida sempre em primeira pessoa.

[Inês de Castro – Colunista da Band News FM – em 20/03/2012]

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Novas da Tangerina

Por enquanto é isso que podemos dizer! 😀

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Dilema da Banheira

processo

Certa vez um visitante perguntou ao diretor de um hospital psiquiátrico: – Qual é o critério que vocês adotam para decidir quem precisa ser internado aqui? O Diretor respondeu: – Nós enchemos uma banheira com água e oferecemos ao suposto paciente uma colher, um copo e um balde.  Então pedimos que a esvazie. De acordo com sua decisão em como esvaziar a banheira, nós decidimos se o internamos ou não. – Entendo – disse o visitante – uma pessoa normal usa o balde, que é maior que o copo e a colher, correto? – Não – respondeu o diretor – uma pessoa normal tiraria a tampa do ralo. O que o senhor prefere? Quarto particular ou enfermaria?

A piada, mesmo que antiga, ilustra bem que a correria do dia a dia muitas vezes nos impede de perceber que existem muitas outras opções além daquelas que conseguimos enxergar ou mesmo que as pessoas querem nos mostrar. Por isso, quando tiver que decidir sobre algum assunto ou pensar em algo novo, desligue o “piloto automático”.

O objetivo da primeira etapa de nosso processo é proporcionar ao cliente a possibilidade de “abrir” um número maior de hipóteses. Romper com estruturas mentais engessadas para criar novas alternativas, novas lógicas e novas formas de enxergar velhos problemas; rever conceitos e “certezas”.

Como disse Reid Hoffmann, fundador do LinkedIn: “Você se joga do alto de um penhasco e constrói um avião durante a queda.

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